sexta-feira, 15 de julho de 2022

Transtorno de Ansiedade: o que é?

 

Transtorno de Ansiedade o que é

Transtorno de Ansiedade: o que é?

 

No Brasil são mais de 13 milhões de pessoas que sofrem de transtorno de ansiedade.

 

Mas, você já parou para pensar no que é transtorno de ansiedade e o que ele causa?

 

Podemos dizer que a ansiedade é uma preocupação excessiva com o futuro. Dito desta forma fica evidente que a ansiedade é uma característica normal em todas as pessoas.

 

No entanto junto com o excesso vem o perigo de que esta característica se transforme em patologia

 

A diferença de alguém com transtorno de ansiedade para quem tem ansiedade em níveis normais é que a pessoa classificada no transtorno não tem apenas momentos de pico.

 

A ansiedade é persistente e/ou com pensamentos sistemáticos. É válido ressaltar que os níveis de ansiedade podem ser tão altos que se chega a ter sintomas físicos, como suor, falta de respiração e taquicardia.

Quais os principais Transtornos de Ansiedade


Transtorno do pânico

 

Ele é caracterizado por um período de intenso medo ou desconforto, com início súbito que aumenta rapidamente atingindo um pico.

 

Além disso, está sempre acompanhado por sentimento de perigo ou catástrofe iminente e anseio por escapar.

As reações físicas que o acompanham são formigamento, tonturas, náuseas, falta de ar e taquicardia.


Transtorno misto de ansiedade e depressão

 

Ele é caracterizado quando tanto a ansiedade quanto a depressão estão presentes com uma intensidade similar.

Geralmente, a depressão ansiosa é leve e não persistente, o que dificulta o diagnóstico.

 

Por isso, milhares de pessoas possuem o transtorno, mas não se tratam.


Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

 

Ele traz um descontrole com as preocupações. Esse é o transtorno mais comum dentro dos transtornos de ansiedade.

 

É um transtorno crônico, com vários sintomas somáticos, em que, geralmente, o indivíduo se sente inapto para lidar com o perigo ou com situações diferentes em seu dia a dia.

 

Muitas vezes, um indivíduo TAG se vê apenas como alguém prudente ou cauteloso e, por isso, não procura tratamento.


Transtorno de ansiedade pós-traumático (TEPT)

 

Este transtorno aparece após algum evento específico, traumático e/ou aterrorizante, como um sequestro, agressão física, morte inesperada de ente querido ou desastres naturais, por exemplo.

 

Os pensamentos de uma pessoa nessa categoria são duradouros, com lembranças do evento que a aterrorizam.

Por isso, muitas vezes, como defesa, ficam emocionalmente anestesiados e apáticos, como se estivessem “fora do ar”.

Transtorno de Ansiedade

Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)

 

Ele se caracteriza pela presença de obsessões, que são pensamentos constantes e perturbadores e pela presença de compulsões, que são os rituais desenvolvidos para neutralizar as obsessões.

 

Os pensamentos constantes causam medo e os rituais servem para que esse medo desapareça.

 

Porém, como desaparece apenas por breve período, isso se torna um ciclo vicioso e um ritual sistemático, com variação de intensidade.


Transtorno de ansiedade social

 

Ele também é conhecido como fobia social.

Envolve uma intensa preocupação sobre as situações sociais diárias, geralmente um medo do julgamento dos outros ou de passar ridículo e por constrangimentos.

 

As situações sociais tendem a ser interpretadas como ameaçadoras!

 

Já que o indivíduo tem uma tendência a achar que os outros ficam à procura de suas fraquezas e acabam estabelecendo níveis de exigência muito elevados para si mesmos.


E o Ataque de Pânico?

Geralmente é descrito como uma sensação intensa e súbita de medo.

 

O ataque de pânico é uma manifestação extrema da ansiedade caracterizada por uma grande descarga de hormônios e uma série de sintomas por todo o corpo.

 

Na maioria dos casos, os ataques ocorrem durantes situações de estresse social mas eles também podem ocorrer durante o sono, em casa, no trabalho ou qualquer outro ambiente cotidiano.

 

O ataque de pânico descreve um evento único enquanto a síndrome do pânico inclui a ocorrência de ataques repetidos.

 

O medo constante de quando o próximo ataque acontecerá e a adoção de medidas para evitar os lugares onde os últimos ataques ocorreram.

O que é transtorno de ansiedade

Os principais sintomas de um ataque de pânico são:

 

  1. Falta de ar e sensação de sufocamento;
  2. Tontura, vertigem e sensação de desmaio;
  3. Suor excessivo, calafrios e vermelhidão do rosto;
  4. Aumento da frequência cardíaca e palpitações;
  5. Náuseas, enjoos, dor de estômago ou diarreia;
  6. Sensação de estranheza em relação ao mundo e ao ambiente;
  7. Dor no peito;
  8. Medo de morrer ou sensação de morte iminente.

 

Apesar do grande desconforto, todos esses sintomas costumam durar apenas alguns minutos e não colocam a vida ou a saúde da pessoa em risco.

 

É comum que, após sofrer o ataque de pânico, a pessoa não queira mais realizar a atividade que desencadeou aquele ataque ou o ambiente em que ele ocorreu, o que constitui o transtorno do pânico.

 

Assim, quem teve o ataque de pânico enquanto dirigia no trânsito, pode não querer mais dirigir e quem o teve no trabalho, pode desejar se afastar do emprego ou até mesmo trocar de carreira.

 

Dessa forma, os ataques de pânico prendem a pessoa a uma rotina restrita a situações de conforto, impedindo visitas a lugares desconhecidos, por exemplo.

 

Isso faz com que a pessoa não consiga fazer novos amigos, tenha dificuldade em manter os relacionamentos que já existem e tenha dificuldades em se desenvolver profissionalmente.


O que fazer quando estiver em pânico?

 

Na hora do ataque de Pânico, é importante tentar controlar a respiração e buscar distrair a mente com conversas e músicas.

 

Também ajuda muito praticar técnicas de relaxamento como meditação e massagens, além de se mover para um ambiente tranquilo, arejado e seguro.

 

O mais importante, no entanto, é tentar encontrar a origem desse sentimento, afastando do indivíduo o medo e a ansiedade dessas situações.

 

Para isso, é possível contar com a ajuda de medicamentos (sempre com prescrição médica) e psicoterapia.



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Cladismari Zambon

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segunda-feira, 11 de julho de 2022

O FIM COMO RECOMEÇO - sobre a capacidade de dar a volta por cima

 

Quem tem um 'porquê' enfrenta qualquer 'como'.

Viktor Frankl

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Sabe quando você já perdeu o rumo e a esperança de que algo ainda pode dar certo na sua vida? Quando tudo parece não ter mais sentido? Quando você sente que não adianta mais lutar pois tudo que você investiu, se dedicou, construiu... tudo... tudo foi embora num sopro de qualquer coisa que você nem consegue ver de onde veio?

 

Então... todo mundo em algum momento se sente assim como você. Faz parte da existência humana acreditar, investir, crescer, perder, sofrer pela perda, desacreditar de tudo e... finalmente... acordar e acreditar novamente... recomeçar!

 

Mas o que faz com que algumas pessoas retomem seus sonhos e projetos novos com mais rapidez e eficiência que outras? Algumas pessoas perdem tudo e descobrem que podem ser felizes de outro jeito, com outros projetos, com outros parceiros...

 

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Você já ouviu falar em “resiliência”?

 

O termo resiliência quer dizer – em seu significado original, na Física, – o nível de resistência que um material pode sofrer frente às pressões sofridas e sua capacidade de retornar ao estado original sem a ocorrência de dano ou ruptura.

 

A Psicologia pegou emprestado a palavra, criando o termo resiliência psicológica para indicar como as pessoas respondem às frustrações diárias, em todos os níveis, e sua capacidade de recuperação emocional.

 

Viktor Frankl, Psiquiatra Austríaco autor do livro “Em busca de sentido”, relatou sua experiência num campo de concentração. Na experiência de total despojamento de identidade e sentido, percebeu que algumas pessoas se mantinham vivas e ativas, mesmo sem as mínimas condições de sobrevivência e sanidade. Outros enlouqueciam e se deixavam morrer. A esta capacidade de retomar a vida existente em um fio ele chamou de resiliência.

 

Frankl afirma que é "a vontade de sentido" do homem o que lhe permite resistir ao sofrimento e à dor sem sentido: a vida é sofrimento e, para termos qualquer esperança de sobreviver ou prosperar, precisamos encontrar sentido neste sofrimento.

 

Tomamos a decisão de seguir em frente, de continuar acordando e vivendo dia após dia porque acreditamos que existe um propósito maior e um senso de responsabilidade na nossa vida.

 

"Quando não conseguimos mais mudar uma situação, temos o desafio de mudar a nós mesmos"

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PILARES DA RESILIÊNCIA

 

1. Capacidade de enfrentamento

 

Você pode escolher entre enfrentar ou desistir. Sua vida não vai melhorar se você não fizer alguma coisa a respeito. Existem duas formas de interpretar os fatos e analisar sua experiência de viver:

 

a. Interpretação negativa dos fatos

 

Se colocar na posição de vítima da situação só vai fechar seus olhos e conduzir suas emoções para o fracasso.

 

 

b. Interpretação ativa dos fatos

 

Assumir a responsabilidade sobre os problemas e dificuldades que tiram seu sono. Isso implica em uma atitude de auto-analise e analise de todos os aspectos que envolvem a sua experiência de viver. O que realmente aconteceu, suas perdas, seus ganhos, as pessoas que estão com você (e as que não estão)... enfim... será que realmente tudo acabou num sopro? Tome as rédeas da sua vida, da parte que você sabe que ainda tem domínio.

 

2. Desenvolvimento de um projeto pessoal de vida

 

“O sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior”,dizia Frankl.

 

Desta forma, temos que desenvolver projetos que tragam um sentido a nossa existência, pois isso nos torna mais resilientes frente às adversidades da vida. Quando eu tenho um projeto maior para me apoiar, entendo que os problemas são apenas obstáculos a serem superados, pois persigo algo muito maior. Sem mimimi, sem auto-promoção, sem alarde... simplismente faça algo. Algo importante, mesmo que pareça pequeno.

 

3. Capacidade de compreender nossas emoções

 

Pode parecer algo simples, entretanto, não é o que ocorre. Vivemos usualmente sem entrar em contato com nossas emoções e isso pode nos confundir bastante. Estar atento aos nossos sentimentos é uma das maneiras mais simples de desenvolver nossa capacidade de enfrentamento emocional. Estar em contato com nossas emoções nos faz mais ágeis na busca daquilo que efetivamente nos faz bem, como também na evitação das situações que nos fazem mal. Vivemos um tempo em que as emoções são fotografadas e partilhadas em redes sociais, cheias de filtros, artificiais, externalizadas em busca de "curtidas" que nos confirmam que estamos muito bem ou muito mal.

O que é resiliência

O RECOMEÇO

 

1. Avalie sua trajetória, o que foi bom, o que poderia ter feito diferente

 

2. Analise sua parcela de responsabilidade em todos os momentos do ciclo, principalmente no fim

 

3. Olhe para dentro de si mesmo – qual sua interpretação dos fatos? Vítima ou sujeito de sua história?

 

4. Busque o que você sabe e gosta de fazer. Pesquise, fique atento, sonhe, faça planos.

 

5. Desenvolva um novo projeto, pautado em sua experiência, com maturidade e responsabilidade – criatividade.

 

6. Mantenha o foco, a fé e a esperança.

 

CRESÇA!!!


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quinta-feira, 7 de julho de 2022

A Depressão e a religiosidade

 


Você já deve ter ouvido falar que Depressão é falta de Deus, falta de ter o que fazer, preguiça, má vontade, que se você se esforçar a Depressão vai embora. E de tanto ouvir isso, você se sente culpado por continuar deprimido.
E sabe qual o resultado disso?

Durante um tempo você tenta disfarçar, mas vai crescendo e você sente que o sentido e a vontade de fazer as coisas que você antes gostava de fazer... vai embora.



Mas... o que é Depressão afinal?

Deixando de lado os conceitos que você já leu na internet e a relação infindável de sintomas onde você se encaixa em quase todos... o que é Depressão?
Ficar triste é um sentimento humano, é uma reação natural frente as problemas que enfrentamos. É normal ficar triste quando perdemos alguém, quando perdemos alguma coisa que gostamos muito (ou precisamos), quando perdemos um emprego, quando a vida ta difícil, quando um filho cresce e sai de casa... É normal ficar triste, não precisa correr para tomar um remedinho que alguém te sugeriu pois esse alguém talvez não saiba (ou não tenha paciência ou disponibilidade afetiva) como ajudar você a passar por isso.
O Luto pelas perdas é o tempo necessário para recolocar as coisas nos seus devidos lugares. Chorar e sentir falta é normal. Aos poucos as coisas devem ir se organizando e os sentimentos vão se tornando mais amenos. Ficam as lembranças e a saudade... mas a vida continua. Fazemos luto não apenas quando perdemos alguém, mas quando perdemos qualquer coisa... uma pessoa, um animal de estimação, um trabalho, uma casa, um relaciomento... enfim... uma perda que dói.
Ficar triste além da conta, por um tempo maior, que impeça você de retomar a vida... isso pode ser um sinal que talvez você esteja entrando em depressão.





A Depressão é um quadro clínico, ou seja, um tipo de doença que todos nós em algum momento (e em algum grau) podemos experimentar. Tem vários tipos de depressão e somente um profissional qualificado (psiquiatra ou psicólogo) pode diagnosticar e tratar a depressão.
Nunca (em hipótese alguma) caia na tentação de tomar o remédio da comadre bem intencionada que, na ânsia de ajudar, te oferece o que tem em casa. Isso pode piorar e mascarar o que você está vivendo. Você não tem que ser forte só porque as pessoas não sabem o que fazer com a sua fragilidade.
A Depressão é decorrente de um desequilíbrio químico no cérebro. Esse desequilíbrio pode ser ocasionado por vários fatores, desde genéticos, familiares, estresse, alimentação inadequada, efeito colateral a outras medicações, sintomas concomitantes de outras doenças. Ou seja, mascarar os sintomas não é uma boa idéia.
Mas uma coisa sempre acontece junto com a Depressão: a fragilidade emocional.
Uma pessoa com Depressão tem muitas histórias pra contar e poucos ouvidos dispostos a escutar. O próprio ritmo de vida e as pressões da vida familiar, social e profissional dificultam esse acolhimento afetivo da história do outro. E se não pode falar, fica apenas o sentir... sem sentido.





Você já percebeu o quanto somos cobrados por decisões e posicionamentos? Você se sente capaz de decidir por tudo que você é solicitado? Então... a vida parece que está mais acelerada, tudo mais urgente e menos permanente.
Então... o que vem primeiro... a Depressão ou a fragilidade? Ou será que as duas coisas vem juntas?
Não importa o que vem antes. Para tratar de forma eficaz é necessário olhar para as duas coisas. Não somos um psiquismo solto no ar, estamos embarcados neste corpo. Qualquer coisa que atinge o corpo, se reflete no psiquismo e vice-versa.
Muitas vezes, só de ter com quem conversar o humor deprimido se estabiliza e a vida começa a voltar a fluir.
Mas se isso não ocorrer... é necessário tratar o corpo físico junto com as emoções. Psicoterapia e Psiquiatria andam de mãos dadas.





Mas tem outras coisas que você pode (e deve) fazer também.
Se não somos um psiquismo solto no ar, temos uma responsabilidade muito grande com o legado que recebemos e que deixaremos neste mundo. Nada que você fizer passará sem que alguém perceba e receba algum efeito disso. Se é difícil ser ouvido pelas pessoas, você já pensou o quanto é difícil para você ouvir?
Então... vamos pensar juntos!
A Depressão reflete uma desesperança, uma decepção com a vida. Mas será que eu não estou contribuindo para que o mundo fique mais cinza? O que eu posso fazer? Qual o sentido disso tudo?
Vamos falar da experiência espiritual/religiosa de pertencer a este mundo. Não estamos falando de religião (cada um tem a sua e talvez você escolha não seguir nenhuma). Estamos falando da experiência de pertencer a algo maior, que já estava aqui antes de você nascer e vai continuar aqui depois que você se for. Aquilo que faz com que a humanidade evolua (ou não) com a experiência de cada ser humano que passa por aqui. A sua experiência!

Quais os benefícios da prática religiosa na Depressão?

Resgate da esperança e do sentido da vida ao encontrar apoio em um grupo acolhedor. Muitas vezes amigos e familiares já se afastaram, é reconfortante encontrar um grupo que acolhe.

Prestar ajuda a quem precisa ao realizar trabalhos voluntários. Tem tanta coisa por fazer, tanta gente que precisa do que você tem a oferecer.

Reconhecimento da fragilidade e da fé através de preces, meditações, etc. Um pouco de calma no meio do turbilhão de sentimentos e pensamentos, cultivar a paz dentro de você.

Assumir a responsabilidade por si e pelos outros, o que leva à evolução e aprendizado. Boa parte do que você vive hoje é fruto de escolhas e decisões que talvez você não tenha feito com o cuidado necessário. O que você aprendeu? O que pode ser feito?

Consciência da importância das mudanças na vida e no mundo, e qual seu papel nelas. Se você quer um mundo diferente, comece por você!

Você atrai o que você vibra!!!!!!!
Se você vibrar coisas boas vai ser cercado de luz e cores.
Se você vibrar melancolia vai se cercar de choro e lamentações.


 

A vida é uma mesa posta, com venenos mortais, pratos insossos e outros deliciosos. Alguns conscientemente escolhem venenos, achando que viver é sofrer, e ponto final. Outros comem – e vivem – sem sal.

Mas há os que, quando podem, pegam as delícias da vida e assim se salvam da areia movediça da depressão.

(Lya Luft)



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quarta-feira, 6 de julho de 2022

Depressão: você sabe o que é?

Depressão o que é

Depressão é uma doença que afeta mais de 11 milhões de pessoas no Brasil.


De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), daqui há alguns anos, será a doença mais incapacitante do mundo.

 

É muito importante reconhecer os sintomas dessa doença que gera diversos prejuízos para as pessoas que sofrem de depressão.

Depressão e tristeza

 

Todos passamos por momentos ruins e perdas importantes ao logo de nossas vidas.

 

São perdas significativas de entes queridos, mudanças de emprego, de status, de escola, de cidade, enfim...

 

Situações que nos exigem mais do que adaptação a uma nova realidade.

 

A tristeza é um sentimento normal nos momentos de perdas e costuma ser passageira, ou seja, não necessita de tratamento.

 

 

Depressão e Tristeza

Alguns sintomas que indicam depressão

 

No entanto, quando esta tristeza se prolonga e é acompanhada de sintomas físicos tais como perda de peso (ou ganho de peso), diminuição da atenção, dificuldades para dormir (por vezes excesso de sono), etc...

 

Estes sintomas indicam que é hora de buscar uma avaliação com médico e psicólogo pois pode se tratar de Depressão.

 

Lembre-se – nem toda tristeza é Depressão e somente um profissional qualificado pode diagnosticar e prescrever o tratamento adequado.

 

O remédio que a vizinha ou colega de trabalho utiliza pode não ser adequado para você.


Qual a diferença entre Tristeza e Depressão?

 

Alguns pontos devem ser observados e que diferenciam Tristeza e Depressão:

 

MOTIVO – a tristeza tem um motivo justificável, e a pessoa sabe por que está triste, podendo ser um desapontamento ou um fracasso pessoal, por exemplo. Já a depressão não tem uma causa que justifique os sintomas, sendo comum a pessoa não saber o motivo da tristeza e achar que tudo está sempre ruim. O sentimento na Depressão é desproporcional aos acontecimentos;
 
TEMPO – a tristeza é temporária, e diminui à medida que o tempo passa ou a causa da tristeza se afasta. A Depressão é persistente, dura a maior parte do dia e todos os dias por, pelo menos, 14 dias;
 
SINTOMAS – na tristeza há sintomas de vontade de chorar, sentimento de impotência, desmotivação e angústia. Na Depressão, além dos sintomas de tristeza, há perda do interesse por atividades agradáveis, energia diminuída, além de outros, como pensamento suicida, baixa auto-estima e sensação de culpa.


Qual a diferença entre Luto e Depressão?

 

A perda de alguém querido ou a perda de algo muito importante pode gerar tristeza profunda e persistir por vários meses, acompanhada de sentimentos de dor e saudade e lembranças que persistem em devolver o sentimento de perda.

 

O Luto é uma resposta muito importante de adaptação à perda e é necessário para que os afetos então ligados ao ente ausente sejam redirecionados.

 

A vida deve seguir seu curso e o Luto tem esta função!

 

No entanto, por vezes a pessoa pode não suportar a perda e o Luto pode se encaminhar para um quadro de Depressão.

 

O tratamento para depressão é feito com o uso de medicamentos antidepressivos recomendados pelo psiquiatra e a realização de sessões de psicoterapia com um psicólogo.




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